Resumo da Semana (13 a 20 de julho de 2026)

A última semana foi movimentada para quem acompanha o mercado brasileiro. O dólar e o euro fecharam o período em R$ 5,11 e R$ 5,84, respectivamente, mas o que realmente importa são as variações ao longo dos dias e o que elas significam para o seu bolso. Vamos ao que interessa: como esses números afetam a sua carteira e o que você pode fazer hoje para ficar mais tranquilo amanhã.

Resumo da Semana (13 a 20 de julho de 2026)

1. Tendência do Dólar e do Euro

  • Dólar: Depois de uma alta de 1,2 % na segunda‑feira (impulsionada por dados de inflação nos EUA), o real conseguiu recuperar parte do terreno perdido nos últimos três dias, graças a um fluxo de entrada de capital estrangeiro em ações brasileiras. No fechamento da sexta‑feira, o dólar ficou em R$ 5,11, quase 0,3 % abaixo do pico da semana. Em termos práticos, quem tem dívida em dólar ou pensa em viajar ao exterior viu a “conta” ficar um pouquinho mais leve.

  • Euro: O euro seguiu um caminho mais estável, variando entre R$ 5,80 e R$ 5,86. A principal razão foi a ausência de notícias econômicas relevantes na zona do euro, o que manteve o par em um “range” estreito. Para quem compra produtos importados da Europa ou tem investimentos atrelados ao euro, a variação foi praticamente neutra.

2. Selic e o Impacto nos Investimentos

A taxa Selic permaneceu em 13,75 % ao ano, conforme decisão do Copom na última reunião (21 de junho). A manutenção da taxa alta tem duas consequências claras:

2. Selic e o Impacto nos Investimentos

  1. Renda fixa mais atrativa – Títulos do Tesouro Direto, CDBs e LCIs/LCAs continuam oferecendo retornos acima de 13 % ao ano. Para quem ainda tem parte da carteira em poupança, a diferença entre 0,5 % da poupança e 13 % da renda fixa é enorme. Trocar a poupança por um título do Tesouro Selic pode render dezenas de milhares a mais em cinco anos.

  2. Custo de crédito mais elevado – Empréstimos, financiamentos e cartões de crédito ficam mais caros. Se você tem dívida, a regra de ouro continua: quanto maior a Selic, maior o juros que você paga. Reduzir o saldo devedor ou renegociar a dívida passa a ser ainda mais urgente.

3. Dica Prática para Investidores Individuais

Faça uma “revisão de moeda” na sua carteira. Abra o seu app de controle (por exemplo, o FinMoovi) e veja quanto dinheiro está guardado em reais, dólares e euros. Se a maior parte está em reais, considere alocar 5 % a 10 % em ativos atrelados ao dólar (como fundos cambiais ou BDRs de empresas americanas) e, se houver necessidade de proteção contra a variação do euro, um pequeno fundo de moedas europeias pode ser suficiente. Essa diversificação simples ajuda a suavizar o impacto de oscilações cambiais e ainda abre portas para oportunidades de ganho quando as moedas valorizarem.

4. O Que Esperar na Próxima Semana

  • Câmbio: O dólar tende a ficar próximo de R$ 5,10, mas fique de olho nos próximos relatórios de inflação dos EUA (agora previstos para 24/07). Um número acima do esperado pode empurrar o dólar de volta ao topo da semana.

  • Selic: Não há nova reunião do Copom até o final de agosto, então a taxa deve permanecer estável. Contudo, o Banco Central pode usar o Fundo de Garantia de Taxas para ajustar a liquidez, o que pode gerar pequenos movimentos nos juros de curto prazo.

  • Ações: O índice Ibovespa está em recuperação moderada, impulsionado por setores de commodities e tecnologia. Se você tem exposição a essas áreas, pode ser um bom momento para analisar se vale a pena reforçar a posição ou apenas manter o plano de longo prazo.


Resumo rápido: Dólar em leve queda, euro estável, Selic alta mantendo a renda fixa em alta e o crédito caro. Revise a alocação cambial da sua carteira usando o FinMoovi – ele acompanha múltiplas moedas e ajuda a tomar decisões mais informadas. Na próxima semana, fique atento ao calendário de inflação dos EUA e continue aproveitando a rentabilidade da renda fixa enquanto protege seu patrimônio contra a volatilidade cambial. Boa semana de investimentos!


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