| Moeda | Cotação |
|---|---|
| Dólar (USD/BRL) | R$ 5.22 |
| Euro (EUR/BRL) | R$ 5.88 |
Fonte: AwesomeAPI — cotações de 05/10/2026
Resumo do dólar e do euro (tendência da semana)
Na semana de 28 / 09 a 05 / 10 / 2026 o dólar fechou a semana cotado em R$ 5,22. O euro, por sua vez, ficou em R$ 5,88. A movimentação dos dois pares foi marcada por uma certa estabilidade, sem grandes oscilações de preço. O que se percebeu foi um comportamento de “consolidação”: os investidores mantiveram as posições em moeda estrangeira, aguardando sinais externos – como dados de inflação e decisões de política monetária em outros países – antes de fazer movimentos mais agressivos. Para quem tem contas em dólar ou euro, ou pensa em viajar, a mensagem da semana foi de que não houve surpresas desagradáveis; os valores permaneceram dentro de uma faixa que já era familiar para o mercado brasileiro.

Comentário sobre a Selic e impacto nos investimentos
A taxa básica de juros, a Selic (meta do Copom) 13,75% ao ano, continua sendo o referencial mais importante para a rentabilidade de renda fixa no país. Quando a Selic está alta, os títulos públicos e os CDBs de bancos costumam oferecer retornos mais atrativos, o que costuma puxar investidores para a renda fixa e reduzir a procura por ativos mais arriscados, como ações ou criptomoedas.
Ao mesmo tempo, a inflação medida pelo IPCA acumulado em 12 meses 4,22%, ainda está acima da meta de 3 % estabelecida pelo governo. Isso significa que, mesmo com a Selic em 13,75%, o poder de compra dos investidores ainda sente pressão. Em termos práticos, quem tem dinheiro guardado em poupança ou em investimentos com rendimento abaixo da Selic está perdendo terreno em relação à inflação. Por isso, a estratégia de diversificar entre renda fixa de boa qualidade, fundos de crédito privado e, em menor proporção, ações de empresas que pagam dividendos consistentes, continua sendo a mais sensata.
Dica prática para o investidor pessoa física
Monte um “cobertor” contra a inflação. Uma forma simples de proteger seu patrimônio é alocar parte do seu capital em títulos atrelados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+ ou fundos de renda fixa que utilizam esses papéis. Esses investimentos pagam uma taxa fixa mais a variação do IPCA, garantindo que seu retorno acompanhe a inflação.

Se ainda não tem esse tipo de aplicação, comece com um valor que caiba no seu orçamento – por exemplo, 10 % da sua reserva de emergência – e vá aumentando gradualmente. O importante é não deixar todo o dinheiro “parado” em contas que rendem menos que a inflação, porque isso corrói seu poder de compra ao longo do tempo.
Outra prática útil é usar um aplicativo que centralize suas contas e mostre a performance em tempo real. O FinMoovi faz exatamente isso: ele permite acompanhar investimentos em múltiplas moedas (dólar, euro, real) e ainda consolida seus ativos de renda fixa, fundos e ações em um único painel. Assim, você tem clareza sobre onde está seu dinheiro e pode ajustar a alocação sempre que precisar.
O que esperar para a próxima semana
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Volatilidade externa: Fique de olho nos indicadores econômicos dos Estados Unidos e da zona do euro. Mesmo que não tenhamos números precisos aqui, a expectativa de anúncios de política monetária nesses blocos costuma mexer com o dólar e o euro. Se houver surpresa, pode haver reação nos pares BRL/USD e BRL/EUR.
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Dados de inflação doméstica: Embora o IPCA acumulado em 12 meses esteja em 4,22%, o próximo relatório de inflação (que costuma ser divulgado no meio da semana) pode trazer novas pistas sobre a pressão de preços. Um número acima ou abaixo da expectativa pode influenciar a demanda por títulos indexados ao IPCA.
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Fluxo de capitais: A entrada ou saída de recursos estrangeiros costuma ser sensível à taxa de juros brasileira. Se a Selic permanecer em 13,75%, o Brasil continua atraente para investidores que buscam rendimento em renda fixa. Observe o volume de negociação nas bolsas de valores e nos fundos de investimento.
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Cenário de investimentos: Caso a inflação comece a desacelerar, a atratividade da renda fixa pode se manter alta, mas investidores mais arrojados podem começar a buscar oportunidades em ações de setores que se beneficiam de um ambiente de juros elevados (como energia e bancos). Por outro lado, se a inflação subir, a busca por proteção via títulos atrelados ao IPCA tende a ganhar força.
Em resumo, a semana foi de consolidação para o dólar e o euro, a Selic continua alta, o IPCA ainda pressiona, e a melhor estratégia para o investidor comum é manter a diversificação, proteger o patrimônio contra a inflação e usar ferramentas como o FinMoovi para ter tudo sob controle. Boa leitura e bons investimentos!
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